Como inserir flashbacks em suas narrativas

08/04/21 • Por Nanda Parker

Hoje é dia de voltar ao passado um pouquinho! Vamos falar sobre maneiras legais e dinâmicas de como podemos inserir flashbacks durante a escrita, de modo que as passagens fiquem fluidas e confortáveis de se ler. 

Já teve aquele medo de escrever uma cena ou alguma informação que retorne ao passado e de alguma forma ela parecer deslocada demais? Esse é o receio que muitas pessoas possuem ao perceber que sem aquele flashback em questão, a obra não faria muito sentido, sem poder voltar atrás com a decisão. No entanto, trouxemos um apanhado de dicas bacanas para que esse receio se torne menor e todo mundo possa se divertir escrevendo os flashbacks de suas respectivas histórias. 

Em primeiro lugar, é bom se lembrar do porquê de escrever um flashback. Ele em si deve carregar um peso emocional ou informativo, seja revelando alguma observação sobre organizações dentro da história e até mesmo para reforçar o elo que se cria com personagens. Por isso é bom que ao iniciar uma história, em seu início seja revelado o tempo “presente” do qual se passa a narrativa, para que possamos conhecer sobre quem iremos ler, sobre a personalidade de cada um apresentado e o ambiente inserido. E que depois venham os flashbacks, introduzidos de forma confortável. Lembrando que não há ninguém que dite isso como uma regra, é apenas uma dica. 

Outro recurso dentro do flashback é usar as memórias dos personagens para contar sobre certo fato. Lendo sobre como ele conseguiu alguma coisa no percurso de uma cena, ao vê-lo interagir com outros à sua volta, simplesmente conversando, usando movimentos de dinamismo é que se consegue, igualmente, passar informações que são consideradas flashback, porém em outro formato. Abaixo temos alguns exemplos, vamos dar uma olhada! 

Recordou então a primeira vez que colocaram os olhos na camiseta. Estavam no primeiro ano da faculdade, já namoravam há três. Chanyeol quis levar Baekhyun a um show de rock em seu aniversário, na esperança de convencer o menor de que bandas de rock eram boas de ouvir também.

Agridoce: O inevitável em amar você, de @dustlights — Capítulo Um (História Sobre Aquela Odisseia Artística – Capítulo 1 – História escrita por EXOZONE_ – Spirit Fanfics e Histórias (spiritfanfiction.com) )

Lembrou-se perfeitamente de quando estavam no Louvre, as pinturas mais caras e bonitas, os vinhos mais luxuosos e os artistas mais insolentes também.

Kyungsoo jamais reclamaria dos colegas que havia feito durante sua carreira. Park Jaeil havia excedido suas expectativas de maneira absurda, quando, na noite em que uma de suas obras seria leiloada no grande museu, Kyungsoo e Baekhyun esbarraram em seu ombro.

Sobre Aquela Odisseia Artística, por @helwa — Capítulo único

O grande receio sobre escrever cenas que carregam informações anteriores é sobre a cena ser muito maçante ou extensa em uma proporção que os leitores não vão gostar. Quando se lê uma narrativa onde precisamos criar relações com os personagens para entender melhor suas motivações, sua índole e sua história, é fundamental que as cenas sejam escritas de maneira proporcional, fragmentadas e concisas. Maneiras orgânicas de escrever cenas assim se dão pelo tópico abordado anteriormente aqui, as colocando como memórias e em certas vezes, como falas dos personagens. 

Quando se escreve uma cena de flashback, é interessante que, se tiver uma “duração” mediana dentro da narrativa, ela seja mesclada à diálogos. Quando personagens estão conversando entre si e se introduz informações desse tipo através de músicas, imagens vistas pelos personagens e elementos ao seu redor, também exibe um claro interesse em quem está lendo, para descobrir mais sobre certa informação, sobre certa pessoa. Ou simplesmente transmite conforto e permite que certa lembrança seja passada com delicadeza nos momentos mais oportunos. 

Um exercício bacana que o autor Brandon Sanderson propõe em seu site, sobre flashbacks, é que peguemos por exemplo, uma cena normal, de conversação. E dentro dela, coloquemos um assunto, fato histórico que ocorreu realmente, na ponta da língua desses personagens. Sendo assim, eles conversarão de maneira normal, sendo introduzida a informação falada também na parte de descrição das pessoas em cena. Dessa forma, é possível de se entender que a naturalidade no que é conversado é passada com mais facilidade, dando ao escritor truques e prática para que na hora de escrever sua obra, já esteja menos complicada parte de estruturação. 

O que achou das dicas? Lhe foram úteis? Esperamos que sim, pequeno gafanhoto! Até a nossa próxima aventura mágica. 

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